Durante anos, a japonesa Nissan tem andado à deriva no que toca a ofertas de veículos. À excepção dos veículos de todo-o-terreno, todas as restantes gamas não tinham argumentos para fazer face à concorrência europeia e a alguma japonesa.
Com a aliança com a francesa Renault e após lançarem o fenómeno Qashqai, a marca japonesa renasceu.
E agora quer repetir a mesma façanha no segmento dos utilitários, com o seu novo bebé, o Juke.
Ao observarmos o pequeno crossover de frente, as ópticas embutidas no capot fazem lembrar o Porsche Cayenne.
A grelha a ocupar toda a frente e as ópticas redondas de grandes dimensões acabam de completar a imagem deste pequeno crossover dando-lhe um certo ar agressivo.
De lado, o que mais marca é o tejadilho descendente e a pega das portas posteriores escondidas na moldura. Algo parecido com o Alfa Romeo 147.
Sobressaem também as cavas das rodas de grandes dimensões.
Na traseira salta à vista o espaço reservado para a matrícula, a ocupar boa parte da porta da mala. No geral, as linhas são curvas, o que resulta num produto agradável e de aspecto juvenil e desportivo. Os faróis traseiros fazem lembrar os do Volvo C30.
Ao acedermos ao interior, as linhas curvas continuam a marcar a sua presença. Os materiais são de boa qualidade, sem serem nada de excepcional e a montagem está bem feita.
A consola central, a imitar o depósito de uma moto, pode ser em cinzento ou vermelho, o que dá um ar mais jovem ao interior, e os acabamentos das portas da mesma cor. Com a tonalidade vermelha, os estofos terão a combinação cinzento/vermelho.
No lugar do condutor o conforto é palavra de ordem. Sentimos-nos muito bem encaixados no banco, que proporciona um bom apoio lateral.
Atrás o espaço é o esperado para um veículo daquela dimensão. Não abunda, mas também não é apertado. Também não se pode pedir muito de um veículo que tem 4.135 m de comprimento, 1.765 m de largura e 1.570 m de altura.
Atrás o espaço é o esperado para um veículo daquela dimensão. Não abunda, mas também não é apertado. Também não se pode pedir muito de um veículo que tem 4.135 m de comprimento, 1.765 m de largura e 1.570 m de altura.
A mala tem uma volumetria de pequenas dimensões. São apenas 251 litros (207 caso seja 4X4), e por baixo do fundo falso ainda se conseguem 44 litros adicionais.
Ao rebater as costas dos bancos, proporção 40/60, a capacidade estende-se para 830 litros, na versão 2WD e 786 litros nas versão 4X4.
Ao rebater as costas dos bancos, proporção 40/60, a capacidade estende-se para 830 litros, na versão 2WD e 786 litros nas versão 4X4.
O equipamento de série é generoso e divide-se por quatro níveis: Visia, Acenta, Tekna Sport e Tekna Premium. Nos níveis Visia e Acenta a consola central só está disponível em cinzento.
Para locomover este pequeno brinquedo, estão disponíveis dois blocos a gasolina e um a diesel, e dois sistemas de tracção, dianteira ou 4X4.
O acesso à gama gasolina é feito através do bloco de 1 598cc, disponível em todos os níveis de equipamento e apenas com tracção 4X2, disponibiliza 117 cv e 158 Nm de binário. Pode vir com caixa manual de cinco relações ou automática de variação contínua, não estando esta disponível na versão Visia.
O bloco que se segue, também a gasolina, sobe a sua capacidade para os 1 618cc e deixa-nos à disposição 190 cv e 240 Nm de binário. Este bloco está disponível em versão 4X2 com caixa manual de seis relações e nos níveis de equipamento Tekna Sport e Tekna Premium, ou em versão 4X4, este apenas com caixa de variação contínua e no nível Tekna Premium.
O bloco a diesel é o já conhecido 1.5 dci de 1 461cc com 110 cv e 240 Nm de binário. Apenas está disponível com caixa manual de seis relações e em todos os níveis de equipamento.
De salientar que no nível Tekna Premium, o Juke vem com o sistema de chave inteligente e botão Start/Stop e câmara de visão traseira, um excelente auxílio no acto de estacionar.
Falta referir o preçário para este brinquedo de cidade;
Gasolina:
Visia 1.6 120 cv 4X2 5 M/T - 17 780€;
Acenta 1.6 120 cv 4X2 5 M/T - 18 880€;
Acenta 1.6 120 cv 4X2 Xtronic CVT- 20 280€;
Tekna Sport 1.6 120 cv 4X2 5 M/T - 19 380€;
Tekna Sport 1.6 120 cv 4X2 Xtronic CVT - 20 780€;
Tekna Sport 1.6T 190 cv 4X2 6 M/T - 22 080€;
Tekna Premium 1.6 120 cv 4X2 5 M/T - 20 680€;
Tekna Premium 1.6 120 cv 4X2 Xtronic CVT - 21 880€;
Tekna Premium 1.6T 190 cv 4X2 6 M/T - 23 180€;
Tekna Premium 1.6T 190 cv 4X4 Xtronic CVT - 26 380€;
Diesel:
Visia 1.5 dci 4X2 6M/T - 20 980€;
Acenta 1.5 dci 4X2 6 M/T - 22 080€;
Tekna Sport 1.5 dci 4X2 6 M/T - 22 580€;
Tekna Premium 1.5 dci 4X2 6 M/T - 23 680€;
Tendo em conta toda a panóplia de equipamento disponível em cada versão, não é muito dispendioso. Mas só é recomendado para solteiros ou como segundo carro de família dado o pouco espaço que oferece.
Uma coisa é certa. Tem tudo para repetir a façanha do irmão maior Qashqai e a concorrência não é muita.
Concorrentes:
Dacia Duster: a partir de 15 900€;
Partilha o bloco a diesel com o Juke. Mais apto para aventuras trialeiras. Oferece mais espaço interior, mas plásticos de menor qualidade.
Capacidade da mala: 475 litros.
Daihatsu Terios: a partir de 22 622€:
Todas as versões têm tracção 4X4. Só está disponível em blocos a gasolina, que são um pouco gulosos.
Capacidade da mala: 380 litros.
Fiat Panda Cross: a partir de 21 117€;
Um pequeno carro sólido e muito bem construído. Tracção 4X4 confere-lhe muita versatilidade. Espaço interior e bagageira limitados.
Capacidade da mala: 200 litros.
Mini Countryman: a partir de 22 900€;
Muito espaçoso e com muita qualidade a bordo, mesmo com os plásticos rijos. Pouco equipamento de série face ao preço solicitado.
Capacidade da mala: 350 litros.
Skoda Yeti: a partir de 19 094€;
Elevada solidez estrutural confere-lhe uma dinâmica eficaz. Muito previsível em todos os tipos de terreno. O bloco 1.2 TSI revela-se guloso quando se exige mais do acelerador.
Capacidade da mala: 322 litros.
Suzuki SX4: a partir de 20 420€;
É senhor de um bom comportamento e espaço interior. Bloco a diesel muito eficaz. A gama é escassa e o bloco a gasolina é guloso. Falta a tracção 4X4 disponível noutros mercados.
Capacidade da mala: 270 litros.
Toyota Urban Cruiser: a partir de 17 965€;
Modelo muito prático e polivalente de conduzir. Interior simples e de plásticos rijos.
Capacidade da mala: 315 litros.
Capacidade da mala: 200 litros.
Mini Countryman: a partir de 22 900€;
Muito espaçoso e com muita qualidade a bordo, mesmo com os plásticos rijos. Pouco equipamento de série face ao preço solicitado.
Capacidade da mala: 350 litros.
Skoda Yeti: a partir de 19 094€;
Elevada solidez estrutural confere-lhe uma dinâmica eficaz. Muito previsível em todos os tipos de terreno. O bloco 1.2 TSI revela-se guloso quando se exige mais do acelerador.
Capacidade da mala: 322 litros.
Suzuki SX4: a partir de 20 420€;
É senhor de um bom comportamento e espaço interior. Bloco a diesel muito eficaz. A gama é escassa e o bloco a gasolina é guloso. Falta a tracção 4X4 disponível noutros mercados.
Capacidade da mala: 270 litros.
Toyota Urban Cruiser: a partir de 17 965€;
Modelo muito prático e polivalente de conduzir. Interior simples e de plásticos rijos.
Capacidade da mala: 315 litros.























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