Sexta-feira, 7 de Maio de 2010

Inegável surpresa








Quando a coreana Kia se lançou no mercado europeu, todos os seus modelos eram baseados em antigas carroçarias da Mazda. Esteticamente não traziam nada de novo e a Kia só se valia da qualidade de construção e do preço de arromba. Mesmo assim só o mini-jipe Sportage, desenvolvido a partir da plataforma do Mazda 121 é que teve algum sucesso, pois além do preço, era o único que tinha uma estética apelativa.
Com a crise e com os construtores automóveis a entrarem em séria dificuldades, os mais pequenos ou desapareceram (como a britânica Rover), ou foram adquiridos por outros. No caso da Kia, foi salva da extinção pela conterrânea Hyundai. A partir daí foi um novo capítulo na história do construtor coreano, com novos e cada vez melhores modelos.
E heis que passados quase 20 anos a operar em Portugal e após alguns sucessos, a Kia apresenta o seu mais recente bebé, o Venga.
Concorrente no renhido segmento B, a Kia desenvolveu um surpreendente modelo com uma filosofia entre um simples utilitário e um pequeno MPV.
Esteticamente o Venga é simpático e apresenta um ar muito robusto. Foi concebido com o objectivo de agradar a um público jovem que procura um veículo versátil e funcional. Aí, a Kia ganhou a aposta. 
O Venga tem nada mais, nada menos que 4,06 m de comprimento, 1,60 m de altura e 1,765 m de largura, colocando-o no topo do segmento, e oferece uma bagageira que vai dos 440 aos 570 litros. 
O segredo de tal diferença reside no facto do banco traseiro poder avançar ou recuar e o piso da bagageira ser flexível, o que permite optar por dois níveis de profundidade.
Se no exterior o jovem coreano cativa, no interior o que surpreende é o espaço e a ergonomia. Do posto do condutor todos os comandos estão acessíveis e ao passar a mão pelo tablier os plásticos são agradáveis.
Sim, existem alguns que são duros, como os da consola central ou da parte inferior do tablier, mas todos transmitem uma sensação de robustez e deduzimos que nunca irão provocar os irritantes ruídos parasitas.
No banco de trás, outra surpresa. O espaço oferecido permite a um adulto esticar as pernas com muito à vontade, se bem que o ideal é apenas dois passageiros irem lá sentados. Leva os cinco, mas vão um pouco apertados. De referir que ao volante é muito difícil vislumbrar o capôt do Venga, dado a inclinação que ele apresenta, mas hoje em dia começa a ser normal. Talvez uns sensores de estacionamento à frente ajudem.
Para o Venga poder levar-nos por aí disponibiliza apenas duas motorizações, uma a gasolina e outra a Diesel, esta com dois níveis de potência. Ambas são blocos de 1,4 litros, sendo que o gasolina rende 90 cv às 6 000 rpm e tem um binário de 137.3 Nm às 4 000 rpm.
No campo Diesel, o bloco de 1,4 litros CRDI é disponibilizado com 75 cv às 4 000 rpm e com 90 cv às 4 000 rpm. O binário é de 220 Nm disponível entre as 1 750 e as 2 750 rpm.
Todos os Venga estão equipados com o sistema start & stop, que na Kia é designado por  ISG, o que permite que o bloco CRDI de 90 cv não ultrapasse os 117 g/Km de CO2.
O novo Kia estás disponível em 10 cores exteriores e 3 revestimentos interiores que alteram consoante o nível de equipamento. O base é o LX, o intermédio o EX e o topo de gama é o TX, que oferece, entre outros elementos, o tecto de abrir panorâmico e os vidros escurecidos.
Para finalizar resta mencionar que pode-se adquirir um Venga a partir de 16 240€, na versão 1,4 CVVT de 90 cv e com o nível de equipamento LX e termina nos 21 240€ no 1,4 CRDI TX também de 90 cv, valores sem opcionais, é claro, mas mesmo assim desde a versão base o equipamento oferecido é muito bom.
Mas como nem tudo é um mar de rosas, o Venga não vai ter uma vida muito fácil, pois a concorrência é enorme e variada, mas isso também não assusta a Kia, pois logo no primeiro mês de vendas, superou as expectativas.
Resta agradecer ao concessionário Kia em Leiria, F. H. da Rocha Marques e ao sr. António Magalhães pela disponibilidade com que receberam o Conta-Rotações.

Concorrentes

Alfa Romeo MiTo: a partir de 17 500€;

Chevrolet Aveo: a partir de 9 890€;

Citroën C3: a partir de 13 450€;

Citroën C3 Picasso: a partir de 16 900€;

Dacia Sandero: a partir de 9 690€;

Daihatsu Sirion: a partir de 10 999€;

Fiat Punto: a partir de 13 033€;

Ford Fiesta: a partir de 14 435€;

Honda Jazz: a partir de 13 985€;

Hyundai i20: a partir de 12 300€;

Lancia Ypsilon: a partir de 13 207€;

Mazda 2: a partir de 14 036€;

Mercedes-Benz Classe A: a partir de 22 204€;

Mini: a partir de 17 800€;

Mitsubishi Colt: a partir de 13 200€;

Nissan Micra: a partir de 12 400€;

Nissan Note: a partir de 14 800€;

Opel Corsa: a partir de 14 850€;

Opel Meriva: a partir de 18 860€,

Peugeot 207: a partir de 13 300€;

Renault Clio: a partir de 14 100€;

Renault Modus: a partir de 13 150€;

Seat Ibiza: a partir de 14 240€;

Skoda Fabia: a partir de 12 059€;

Skoda Roomster: a partir de 14 140€;

Subaru Justy: a partir de 10 750€;

Suzuki Swift: a partir de 14 970€;

Toyota Yaris: a partir de 12 205€;

Toyota Urban Cruiser: a partir de 17 965€;

Volkswagen Polo: a partir de 13 639€;


Foram referidos vários modelos da mesma marca, porque algumas disponibilizam versões berlina e versão MPV. O Kia Venga está no meio dos dois conceitos, pode-se considerar uma berlina ou um nini-MPV.



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