Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2010

O quarto elemento













Dizer que o novo Renault Fluence é o três volumes do Mégane, é uma meia verdade. Isto porque se partilha com o Mégane a parte mecânica, plataforma e tablier, tudo o resto é diferente.
Enquanto que o Mégane tem uma frente mais agressiva, com uns faróis rasgados e uma entrada de ar inferior de maiores dimensões, o Fluence tem uma apresentação mais clássica.
Dado o posicionamento do novo rebento da marca do losango, algures entre o Mégane e o Laguna, a Renault optou por uma apresentação mais clássica e requintada. A frente apresenta uma grelha de maiores dimensões que no Mégane e com efeito cromado e os faróis são mais lineares. 
De perfil apresenta o cada vez mais actual perfil coupé, o que prejudica a habitabilidade traseira em altura, não deixando contudo de ser elegante.
A traseira continua com o classicismo presente com a nota de requinte a ser representada por uma barra cromada por cima da matrícula, sendo muito parecida à do Ford Mondeo.
O interior é quase igual ao do Mégane. E digo quase, porque enquanto o Mégane tem o velocímetro digital, o Fluence presenteia-nos com um analógico. Mais clássico.
Espaço e conforto é que não falta. O Fluence coloca imediatamente a um canto o Mégane de cinco portas e a carrinha no que ao espaço entre bancos diz respeito. E isso deve-se ao facto de a carrinha derivar directamente do cinco portas e o Fluence utilizar a mesma plataforma, mas mais alongada. Já em altura,um adulto de estatura média (1,75 cm) fica a dois dedos do tejadilho. Mas este carro também não é para andar a fazer todo-o-terreno. A bagageira tem uma capacidade máxima de 530 dm3. Muito boa.
Os materiais estão ao nível do que a concorrência oferece, sendo agradáveis ao toque e sem a presença dos irritantes ruídos parasitas.
Para distinguir o Fluence da restante gama Mégane, a Renault não teve problemas em equipar este modelo e apresenta-o no nível Exclusive, tendo já de série estofos em pele perfurada, cruise-control, GPS ibérico da Tom-Tom com comando portátil e cortinas nos vidros das portas traseiras e vidro traseiro. As únicas opções são a pintura metalizada, faróis de xénon, tecto de abrir, bluetooth e monitorizador da pressão dos pneus.
A conduzir reparamos logo que estamos dentro de um carro francês, dado o nível de conforto sentido. O bloco de 1,5 litros a diesel com 105 cv e 240 Nm às 2000 rpm, o único disponível para já, é muito suave, denotando apenas alguma inércia até às 1700 rpm, aproximadamente. Mas isso não é defeito, é natural nos motores turbo-comprimidos de baixa cilindrada. A partir das 2000 rpm apresenta-se cheio de vigor, tendo como excelente auxiliar uma muito bem escalonada caixa de seis velocidades manual. A média apresentada pela Renault é de 4,5 litros, e na realidade não foge muito dessa cifra.
No final de tudo, resta apenas referir que o preço é de arromba. A Renault pede 26 840€ pelo Fluence. Não nos podemos esquecer que tendo em conta o espaço oferecido, o equipamento de série, a qualidade e a motorização, é um preço muito bom.
Outro factor positivo para o modelo do losango é a concorrência quase inexistente, pois o segmento C aprecia mais as carroçarias de cinco portas ou as carrinhas. Contudo existem alguns concorrentes que prometem não dar tréguas ao Fluence:

Chevrolet Cruze: a partir de 17 490€;

Fiat Linea: a partir de 17 410€;

Honda Civic Hybrid: a partir de 22 860€;

Mazda 3 CS: a partir de 19 887€;

Mitsubishi Lancer: a partir de 18 965€;

Skoda Octavia: a partir de 20 327€;
(apesar de ser um cinco portas, aproxima-se muito da filosofia do Fluence)

Toyota Corolla: a partir de 20 105€;

Volkswagen Jetta: a partir de 25 667€;

Volvo S40: a partir de 28 241€;


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